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PROJETOS

Comitê 80 em 8

O 80 em 8 surge como primeiro comitê do Grupo Mulheres do Brasil, com a missão de ajudar as mulheres a chegarem na liderança das empresas e organizações.

Reflexões e caminhos das participantes do Comitê 80 em 8 para enfrentar os desafios de equidade de gênero nas posições de alta liderança e conselhos de administração.

O primeiro artigo do e-book é da CEO da Disrupdiva Andrea Ramos, Construindo uma mulher para o topo.

Você já parou para pensar em como o mundo seria diferente se todas nós fossemos educadas a conquistar nossos objetivos, independentemente do nosso gênero, como a nossa vida seria diferente?

Quando eu me lembro da infância, automaticamente me vem a lembrança de que ser uma boa menina significava brincar, porém, manter as roupas limpas, levar um bebê no carrinho, uma série de roupas da Barbie e nos momentos de travessura eu pegava aquele carro de controle remoto do meu primo que me fazia sentir no controle, de repente tentava aquela voltinha no carrinho de rolimã e por fim ficava na fila do videogame e sentia um enorme prazer quando vencia aquele jogo de luta.

No momento em que te dizem algo não é coisa de menina significa que provavelmente você estava tentando fazer algo que desafiasse alguma coisa e isso é uma espécie degatilho para a origem de uma autossabotagem por toda a vida. 
Na adolescência, o papel estabelecido para a mulher é o de submissão em prol do casamento,. Em seguida, na fase adulta, ela depara-se com o drama entre carreira e maternidade.
O ponto é empoderamento feminino e, quando toco nesse assunto, não me refiro apenas em dar espaço para as mulheres na sociedade mas, de como é importante formar essas meninas encorajadas a serem o que quiserem, a ter
autoestima em diversos  aspectos da vida e principalmente em conseguir dar esse suporte a outras mulheres que possam precisar.

Recentemente, um estudo realizado pela McKinsey revelou que ao invés do teto de vidro, ou seja, da dificuldade da mulher chegar ao cargo de CEO, a principal barreira para que as mulheres cheguem ao topo, na realidade, é o crescimento para cargos de gerência logo no início da carreira. No Brasil, as mulheres estudam, em média, um ano e meio a mais do que os homens e correspondem ao maior percentual da população universitária. Mesmo assim, a maior trava ainda é a maternidade.

Se quisermos elevar o número de mulheres em Conselho de Administração precisaremos rever o modelo de desenvolvimento das mulheres na sociedade e no mercado de trabalho desde cedo. A desconstrução dos vieses inconscientes, apoio, pertencimento e ações efetivas para que a diversidade ocorra na prática são fundamentais para que possamos inserir uma posição relevante de mulheres no topo e assim, no futuro, ter um mercado de trabalho eficiente, receptivo e diverso.

Por trás de uma grande mulher, há uma menina que aprendeu a vencer!

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Os Princípios de Empoderamento das Mulheres (WEPs) são um conjunto de Princípios que oferecem orientação às empresas sobre como promover a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres no local de trabalho, mercado e comunidade. Estabelecidos pelo Pacto Global da ONU e pela ONU Mulheres, os WEPs são informados por padrões internacionais de trabalho e direitos humanos e fundamentados no reconhecimento de que as empresas têm interesse e responsabilidade pela igualdade de gênero e empoderamento das mulheres.

WEPs são o principal veículo para entrega corporativa nas dimensões de igualdade de gênero da agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. Ao ingressar na comunidade WEPs, o CEO sinaliza compromisso com essa agenda nos níveis mais altos da empresa e em trabalhar de forma colaborativa em redes multissetoriais para promover práticas de negócios que empoderem as mulheres. Isso inclui pagamento igual para trabalho de igual valor, práticas de cadeia de suprimentos com perspectiva de gênero e tolerância zero contra assédio sexual no local de trabalho.

WEPs signatários desde 25 de junho de 2020

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O Grupo Mulheres do Brasil foi criado em 2013 por 40 mulheres executivas de diferentes segmentos com o intuito de engajar a sociedade civil na conquista de melhorias para o país. É presidido pela empresária Luiza Helena Trajano e tem mais de 75 mil participantes no Brasil e no exterior.

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O movimento ElesPorElas (HeForShe) incentiva os homens a se identificar com as questões da igualdade de gênero, reconhecendo o papel fundamental que eles podem desempenhar para acabar com a desigualdade enfrentada por mulheres e meninas em todo o mundo, em suas próprias vidas e também em níveis mais estruturais em suas comunidades.